Vitrine TecnológicaMarinha do Brasil

História / Ciência e tecnologia na Marinha

Ciência e tecnologia na Marinhade 1763 a 2026

Do Arsenal Real ao submarino construído em Itaguaí: como a Marinha passou a produzir o conhecimento que usa, e onde essa linha chega hoje, nos institutos e tecnologias desta Vitrine.

eras
7
marcos com fonte
94
personagens
11
institutos hoje
18
Ver as eras

Planta hidrográfica da Laguna (SC), levantada e desenhada em 1864 pelo 1º Tenente Antonio Luiz von Hoonholtz, futuro Barão de Teffé. Domínio público

Era 1 1763 a 1821

O estaleiro e a academia

A Coroa decide fabricar navios na colônia. Com a Corte, em 1808, chegam a academia, a botica e a tropa de bordo.

Pressionada pelo ouro de Minas e pelos conflitos no Sul, a Coroa portuguesa funda em 1763 o Arsenal Real da Marinha, ao pé do Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Quatro anos depois, o estaleiro lança a nau São Sebastião, sua primeira obra.

A transferência da Corte, em 1808, traz três sementes que atravessam os séculos: a Academia Real dos Guardas-Marinha, criada em Lisboa em 1782 para ensinar matemática e ciências da navegação; a Botica Militar, origem do Laboratório Farmacêutico; e a Brigada Real da Marinha, marco zero dos Fuzileiros Navais.

No mesmo ano se instala o Ministério da Marinha, com hospital, arquivo e fábrica de pólvora, e o Arsenal passa a sustentar a Esquadra recém-chegada.

Por que importa. Fabricar, ensinar e cuidar: as três vocações que a Marinha mantém até hoje nascem nesta era.

Pintura de dezenas de veleiros fundeados numa baía, com bandeiras ao vento, uma fortaleza baixa à esquerda e morros verdes ao fundo.
Cena marítima, pintura de Leandro Joaquim, fim do século XVIII: frota mercante inglesa fundeada diante da Fortaleza de Villegagnon, ilha onde hoje funciona a Escola Naval. Museu Histórico Nacional.Leandro Joaquim (c. 1738-1798), Museu Histórico Nacional. Domínio público imagem tratada
Marcos 8
  1. 1763

    Fundado o Arsenal Real da Marinha

    O Conde da Cunha funda o estaleiro ao pé do Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. É a origem do atual Arsenal de Marinha e da linha de projetar e construir navios no país.

    Construção navalInstituiçõesCPSN

    Fontes (2)

    Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 112-113; Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, Histórico

  2. 1767

    A nau São Sebastião desce ao mar

    Primeira obra do Arsenal Real, a nau São Sebastião, conhecida como “Nau Serpente”, é lançada quatro anos depois da fundação do estaleiro.

    Construção navalCPSN

    Fontes (2)

    Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, Histórico; Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 112-113

  3. 1782

    Criada a Academia Real dos Guardas-Marinha

    D. Maria I cria em Lisboa a academia que forma os futuros oficiais da Marinha portuguesa, com currículo de matemática e ciências aplicadas à navegação.

    EnsinoInstituiçõesEN

    Fontes (2)

    Escola Naval, A História da EN; Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 110-111

    Mãos com luva branca seguram aberto um livro antigo; na folha de rosto, a gravura de um globo e o título Atlas des Enfans, com carimbos de biblioteca.
    Atlas des Enfans, edição de 1784 que pertenceu à Academia Real dos Guardas-Marinha, no acervo da DPHDM. Foto da Marinha do Brasil, 2019.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
  4. 1808

    A Academia dos Guardas-Marinha chega ao Rio

    A Academia acompanha a Corte com alunos, professores e arquivo e se instala no Mosteiro de São Bento, onde fica até a década de 1830. Fixa-se em Villegagnon em 1938, como Escola Naval.

    EnsinoInstituiçõesEN DPHDM

    Fontes (2)

    Escola Naval, A História da EN; Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 110-111

  5. 1808

    O Arsenal passa a sustentar a Esquadra

    Com a chegada da Corte, o Arsenal Real é ampliado para apoiar a Esquadra e assume o controle de recursos e o abastecimento da Marinha no Brasil, como Arsenal de Marinha da Corte.

    Construção navalInstituiçõesCPSN

    Fonte (1)

    Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 112-113

  6. 1808

    A Brigada Real da Marinha desembarca no Rio

    Criada em 1797, a tropa chega com a Corte, instala-se na Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, e guarda as instalações da Marinha. A data é o marco zero do Corpo de Fuzileiros Navais.

    InstituiçõesCTecCFN

    Fonte (1)

    Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 108-109

  7. 1808

    O Ministério da Marinha se instala no Rio

    Instala-se o Ministério dos Negócios da Marinha e Ultramar. Seguem-se repartições como o Quartel-General da Armada, o Arquivo Militar, o Hospital de Marinha e a Fábrica de Pólvora.

    InstituiçõesSaúde

    Fonte (1)

    Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 110-111 e 132

  8. 1808

    Criada a Botica Militar

    Decreto cria a botica, entregue ao boticário Joaquim José Carvalho. É a origem do atual Laboratório Farmacêutico da Marinha.

    SaúdeInstituiçõesLFM

    Fonte (1)

    Laboratório Farmacêutico da Marinha, Histórico

Gravura panorâmica da cidade do Rio de Janeiro vista do mar: casario baixo ao longo da orla, morros com igrejas e conventos, montanhas ao fundo e barcos na baía.
View of the city of Rio de Janeiro taken from the anchorage, gravura de John Heaviside Clark sobre desenho de Henry Chamberlain, 1821. Biblioteca Nacional, via Brasiliana Iconográfica.John Heaviside Clark (1771-1863), sobre desenho de Henry Chamberlain (1796-1843), Biblioteca Nacional, via Brasiliana Iconográfica. Domínio público imagem tratada

Era 2 1822 a 1889

A ciência imperial do mar

O Império aprende a desenhar a própria costa e leva a Marinha à ciência internacional.

O Império herda cartas portuguesas e francesas. A partir de 1830, oficiais brasileiros passam a levantar a costa; Vital de Oliveira cartografa o litoral do Nordeste e Hoonholtz, futuro Barão de Teffé, escreve o Compêndio de Hidrografia adotado na Academia.

Na Guerra da Tríplice Aliança, engenheiros brasileiros projetam e constroem encouraçados no Arsenal da Corte. Em 1876 nasce a Repartição Hidrográfica, dirigida por Teffé, que em 1882 chefia a comissão brasileira na Passagem de Vênus.

Em 1888, o Ministério da Marinha ganha a Repartição Central Meteorológica, o centro da meteorologia e da física terrestre do Império, com avisos do tempo aos portos.

Por que importa. É o nascimento da ciência do mar como serviço de Estado, linhagem direta da DHN e do atual Centro de Hidrografia da Marinha.

Litografia de um conjunto de prédios coloniais à beira d'água, com um edifício alto de três andares ao centro, palmeiras, um veleiro e canoas em primeiro plano.
Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, litografia de P. G. Bertichen impressa pela Imperial Lithographia de Rensburg, 1856. Coleção Brasiliana Itaú.Pieter Godfred Bertichen (litografia de Rensburg), Coleção Brasiliana Itaú, via Brasiliana Iconográfica. Domínio público imagem tratada

Sou hidrógrafo em tempo de paz, mas em tempo de guerra reivindico meus fôros de oficial combatente e, por isso, me apresso em solicitar a V. Exa permissão para conduzir o Navio sob meu Comando ao Porto do Rio de Janeiro a fim de completar sua artilharia e munições bélicas e partir para o Rio da Prata e incorporar-me à Divisão em Operações.

Antônio Luís von Hoonholtz, futuro Barão de Teffé, comandante de navioRegistroCarta escrita durante a Guerra da Tríplice Aliança; o texto foi transcrito de placa no casario histórico da DHN.Carta ao Quartel-General da Marinha, transcrita de placa no casario histórico da DHN em Ferreira, Aula inaugural da 77ª turma do CAHO, Anais Hidrográficos LXXXI, 2024, p. 11-12
Da Repartição Hidrográfica ao CHMO serviço hidrográfico da Marinha mudou de nome cinco vezes em 122 anos, sem interromper a linha. O próprio regulamento de 1974 registra a sequência.
  1. 1876Repartição HidrográficaDecreto Imperial nº 6.113
  2. 1891Repartição da Carta Marítimareorganização
  3. 1908Superintendência de Navegaçãoreorganização
  4. 1946Diretoria de Hidrografia e Navegaçãonome atual da DHN
  5. 1998Centro de Hidrografia da Marinhacriado na DHN, ativado em 1999

Fontes Decreto nº 74.055, de 13/05/1974, art. 1º; CHM, Histórico

Marcos 9
  1. década de 1830

    Oficiais brasileiros desenham as primeiras cartas

    A partir de 1830, oficiais da Marinha começam a levantar a costa. Até então, a navegação dependia de cartas portuguesas e francesas, com destaque para as de Mouchez.

    HidrografiaCHM

    Fontes (2)

    Bohrer, A DHN retratada pela filatelia, Revista do Clube Naval nº 415; Robba, Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz, Navigator v. 20, n. 40, 2024

  2. 1840

    A Botica passa a funcionar junto ao hospital

    O Decreto nº 58 determina que a Botica Militar funcione anexa ao Hospital Militar e da Marinha.

    SaúdeLFM

    Fonte (1)

    Laboratório Farmacêutico da Marinha, Histórico

  3. 1850 a 1867

    Vital de Oliveira levanta o litoral do Nordeste

    Nas décadas de 1850 e 1860, Manoel Antônio Vital de Oliveira levanta o litoral do RN, PB, PE e AL, com cinco cartas e um roteiro. É o patrono da hidrografia brasileira.

    HidrografiaCHM

    Fontes (3)

    Bohrer, A DHN retratada pela filatelia, Revista do Clube Naval nº 415; Martins, Institucionalização do serviço hidrográfico e oceanográfico brasileiro, 1931-1942, RMB, 3º trim. 2011; Robba, Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz, Navigator v. 20, n. 40, 2024

    Carta náutica em papel amarelado com quadrícula de coordenadas: ao centro, o contorno do atol em forma de anel com sondagens, o título Rocas no alto à esquerda e notas à direita.
    Carta do Atol das Rocas, levantada por Manoel Antônio Vital de Oliveira em agosto de 1858. Biblioteca Nacional Digital do Chile.Manoel Antônio Vital de Oliveira (1829-1867), Biblioteca Nacional Digital do Chile. Domínio público
  4. 1857

    Levantamento hidrográfico da Baía de Guanabara

    Como ajudante de ordens do futuro Visconde de Lamare, o jovem oficial Antônio Luís von Hoonholtz, futuro Barão de Teffé, faz um dos primeiros levantamentos hidrográficos da Marinha.

    HidrografiaCHM

    Fonte (1)

    Robba, Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz, Navigator v. 20, n. 40, 2024

  5. 1859

    Publicado o Compêndio de Hidrografia

    Hoonholtz publica o Compêndio de Hidrografia, considerado a primeira obra sobre o tema em português adotada na Academia de Marinha.

    HidrografiaEnsinoCHM EN

    Fontes (2)

    Robba, Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz, Navigator v. 20, n. 40, 2024; Pontes Lima Junior, Hidrografia! Hidrografia!, RMB, 4º trim. 2014

  6. 1865 a 1866

    Encouraçados projetados e construídos no Arsenal

    Na Guerra da Tríplice Aliança, engenheiros brasileiros como Napoleão Level e Carlos Braconnot projetam e constroem navios couraçados no Arsenal da Corte. O Tamandaré está entre os três primeiros.

    Construção navalCPSN

    Fontes (2)

    Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 192-193; Agência Marinha de Notícias, Marinha inicia construção da quarta fragata da classe Tamandaré

    Desenho a lápis de uma multidão diante de um grande casco na carreira, sob uma estrutura de madeira com bandeiras; à direita, um palanque coberto.
    Lançamento do encouraçado Sete de Setembro no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, em 16 de maio de 1874. Desenho de autor não identificado, Brasiliana Iconográfica.Autor não identificado, Brasiliana Iconográfica. Domínio público imagem tratada
  7. 1876

    Nasce a Repartição Hidrográfica

    O Decreto nº 6.113 cria a Repartição Hidrográfica para levantar a carta geral das costas do Brasil. O primeiro diretor é o Barão de Teffé. É o embrião da DHN e do atual CHM.

    HidrografiaInstituiçõesCHM

    Fontes (3)

    Decreto nº 6.113, de 02/02/1876; Decreto nº 74.055, de 13/05/1974, art. 1º (linhagem legal da DHN); Robba, Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz, Navigator v. 20, n. 40, 2024

    Carta náutica inteira em papel envelhecido: a lagoa de Laguna com sondagens, uma grande rosa dos ventos, o título no alto à direita e um texto de instruções no canto inferior esquerdo.
    Planta hidrográfica da Laguna (SC), levantamento do 1º Tenente Antonio Luiz von Hoonholtz, 1864. Bibliothèque nationale de France.Antonio Luiz von Hoonholtz (1837-1931), Bibliothèque nationale de France. Domínio público
  8. 1882

    A Marinha observa a Passagem de Vênus

    Teffé chefia a comissão brasileira na Ilha de São Tomás, nas Antilhas, no esforço de 14 países para medir a paralaxe solar, a convite de Luís Cruls, do Imperial Observatório.

    HidrografiaEnsinoCHM DPHDM

    Fonte (1)

    Robba, Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz, Navigator v. 20, n. 40, 2024

  9. 1888

    Criada a Repartição Central Meteorológica

    O Decreto nº 9.916 cria no Ministério da Marinha o centro da meteorologia e da física terrestre do Império, com técnicos oficiais da Armada e avisos do tempo aos portos.

    OceanografiaInstituiçõesCHM

    Fonte (1)

    Decreto nº 9.916, de 04/04/1888

Fotografia panorâmica da baía de Guanabara: em primeiro plano, rochas e casas da Ilha das Cobras; ao centro, o castelo da Ilha Fiscal; navios fundeados e montanhas ao fundo.
Ilha Fiscal tomada da Ilha das Cobras, Rio de Janeiro, entre cerca de 1880 e 1890. Instituto Moreira Salles.Autor não identificado, Instituto Moreira Salles. Domínio público imagem tratada

Era 3 1889 a 1945

As tecnologias novas da República

Rádio, submarinos e aviões chegam cedo à Marinha, mas os navios ainda vêm prontos de fora.

A Marinha adota cedo as tecnologias que mudavam a guerra: radiotelegrafia em 1904, submersíveis em 1914 e, em 1916, a primeira escola militar de aviação do país. O ensino avança com o Curso Superior de Marinha (1911) e a Escola Naval de Guerra (1914).

Os navios, porém, ainda vêm prontos de estaleiros estrangeiros. O Arsenal só se moderniza na Ilha das Cobras por volta de 1930. Nos anos 1930 a hidrografia se institucionaliza, o país imprime sua primeira carta náutica (1933) e nasce o Instituto Naval de Biologia (1934).

A criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, tira da Marinha seu componente aéreo e fecha a era.

Por que importa. Mostra a tensão entre adotar tecnologia e dominá-la, que move toda a história seguinte.

Fotografia de um grande casco de navio deslizando pela carreira de um estaleiro, com bandeiras no alto, guindastes e estruturas de madeira ao redor.
Lançamento do encouraçado Minas Geraes em Newcastle upon Tyne, Inglaterra, 1908. Bain Collection, Library of Congress.Bain News Service, Library of Congress, Bain Collection, via National Museum of the U.S. Navy. Domínio público imagem tratada
As quatro fases da Aviação NavalA Marinha criou a primeira escola militar de aviação do país em 1916, perdeu a aviação para o novo Ministério da Aeronáutica em 1941 e só voltou a operar aviões de asa fixa em 1998.
  1. 1916 a 1941Escola de Aviação Naval e primeira aviação
  2. 1952 a 1965Diretoria de Aeronáutica da Marinha
  3. 1965 a 1998Só helicópteros, por decreto
  4. 1998 a hojeVolta da asa fixa
  • Aviação com aviões e helicópteros
  • Só asas rotativas
  • Sem aviação própria (1941 a 1952)

Fonte Comando da Força Aeronaval, Histórico

Marcos 12
  1. 1891

    A hidrografia vira Repartição da Carta Marítima

    O Decreto nº 658 reorganiza a Repartição Hidrográfica, que passa a se chamar Repartição da Carta Marítima.

    HidrografiaInstituiçõesCHM

    Fonte (1)

    Decreto nº 74.055, de 13/05/1974, art. 1º (linhagem legal da DHN)

  2. 1904

    A Marinha testa a radiotelegrafia

    Uma comissão testa dois aparelhos Telefunken no Batalhão Naval, na Ilha das Cobras. Em 1905, o encouraçado Aquidabã é o primeiro navio da Esquadra com o equipamento.

    Armas e sensores

    Fonte (1)

    Revista do Clube Naval nº 414 (radiotelegrafia)

  3. 1908

    Criada a Superintendência de Navegação

    O Decreto nº 6.964 cria a Superintendência de Navegação. A publicação de cartas do litoral começara em 1907; em 1914 o órgão se instala na Ilha Fiscal.

    HidrografiaInstituiçõesCHM

    Fontes (2)

    Decreto nº 74.055, de 13/05/1974, art. 1º (linhagem legal da DHN); Bohrer, A DHN retratada pela filatelia, Revista do Clube Naval nº 415

  4. 1911

    Criado o Curso Superior de Marinha

    O Decreto nº 8.650 cria na Escola Naval o Curso Superior de Marinha, embrião da Escola de Guerra Naval.

    EnsinoEGN EN

    Fonte (1)

    Escola de Guerra Naval, Histórico

  5. 1914

    Criada a Escola Naval de Guerra

    O Decreto nº 10.787 cria a escola, inaugurada em 11 de junho. Em 1930 ela passa a se chamar Escola de Guerra Naval.

    EnsinoInstituiçõesEGN

    Fontes (2)

    Escola de Guerra Naval, Histórico; Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 240-241

  6. 1914

    Nasce a Flotilha de Submersíveis

    Três pequenos submersíveis da classe Foca inauguram a arma submarina da Marinha do Brasil.

    SubmarinosConstrução navalCPSN

    Fonte (1)

    Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 240-241

    Fotografia antiga de um submarino estreito e baixo navegando na superfície, com tripulantes de pé no convés e montanhas ao fundo.
    Submarino F1, da classe Foca, que inaugurou a Flotilha de Submersíveis em 17 de julho de 1914 e deu baixa em 1933.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
  7. 1915

    Criada a Liga de Sports da Marinha

    A Liga de Sports da Marinha é a origem do atual CEFAN, que recebe o nome em 1973.

    EnsinoSaúdeCEFAN

    Fonte (1)

    CEFAN, Histórico

  8. 1916

    Escolas de Aviação e de Submersíveis

    O Decreto nº 12.167 cria as duas escolas. A de aviação, primeira escola militar de aviação do país, começa com três hidroaviões Curtiss F.

    Aviação navalSubmarinosEnsinoCPSN

    Fontes (3)

    Decreto nº 12.167, de 23/08/1916; Comando da Força Aeronaval, Histórico; Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 230-231

    Fotografia sépia de um hidroavião biplano pousado na areia de uma praia, com dois homens junto à fuselagem e um prédio ao fundo.
    O 1º Tenente Schorcht e o Capitão de Corveta Protógenes Guimarães com o hidroavião em que iniciaram, em 4 de janeiro de 1917, o primeiro reide aéreo até Campos (RJ).Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
  9. 1930

    O novo Arsenal funciona na Ilha das Cobras

    Projetado em 1920 e revisto em 1926, o novo Arsenal já funciona em 1930. Sua Oficina de Estruturas foi a maior área industrial coberta da América do Sul.

    Construção navalCPSN

    Fonte (1)

    Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, Histórico

  10. 1933

    Impressa a primeira carta náutica feita no país

    A carta de Mangaratiba, na Ilha Grande, sai de uma tipografia local, ainda rudimentar. A hidrografia se institucionaliza nesses anos e, em 1939, chega uma impressora offset.

    HidrografiaCHM

    Fonte (1)

    Martins, Institucionalização do serviço hidrográfico e oceanográfico brasileiro, 1931-1942, RMB, 3º trim. 2011

  11. 1934

    Criado o Instituto Naval de Biologia

    O Decreto nº 23.854 cria o instituto, cujas instalações são inauguradas em 1935. É o embrião do Hospital Naval Marcílio Dias.

    SaúdeInstituiçõesHNMD/IPB

    Fonte (1)

    Hospital Naval Marcílio Dias, Histórico

  12. 1941

    A Marinha perde sua aviação

    Com a criação do Ministério da Aeronáutica, a Marinha perde o componente aéreo. A Aviação Naval só volta a ter diretoria própria em 1952.

    Aviação naval

    Fonte (1)

    Comando da Força Aeronaval, Histórico

Era 4 1946 a 1969

Ciência como política de Estado

O pós-guerra convence a Marinha de que precisa de laboratório próprio e de uma política nacional de ciência.

O Almirante Álvaro Alberto leva ao governo, em 1947, a proposta de um programa atômico e idealiza o CNPq, criado em 1951 sob sua presidência. Em 1954 negocia três ultracentrífugas alemãs, cujo embarque é barrado pelas autoridades aliadas de ocupação.

Em 1953, o Almirante Paulo Nogueira Penido propõe um laboratório de pesquisas. A pedra fundamental vem em 1955 e o IPqM nasce em 1959, com biologia marinha e oceanografia ao lado de armamento e eletrônica. Robert Oppenheimer o visita em 1961.

Em 1956, Paulo Moreira identifica a ressurgência de Cabo Frio como fonte de alimento do mar. A Botica vira Laboratório Farmacêutico em 1958.

Por que importa. É o primeiro centro de P&D da Força e a ponte explícita entre Marinha, ciência nacional e energia nuclear.

Fotografia de vários helicópteros estacionados num pátio de concreto à beira d'água, com um deles em primeiro plano e mar ao fundo.
Helicópteros do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1) na década de 1960, na segunda fase da aviação naval.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada

É proibida a exportação, por qualquer forma, de urânio e tório e seus compostos e minérios, salvo de govêrno para govêrno, ouvidos os órgãos competentes.

Lei nº 1.310, art. 4º, que cria o CNPq, 1951-01-15DocumentoLei nº 1.310, de 15/01/1951
Marcos 12
  1. 1946

    Nasce a Diretoria de Hidrografia e Navegação

    O Decreto-lei nº 9.356 reestrutura a Diretoria de Navegação sob o nome de Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN).

    HidrografiaInstituiçõesCHM

    Fonte (1)

    Decreto nº 74.055, de 13/05/1974, art. 1º (linhagem legal da DHN)

  2. 1947

    Aprovada a proposta de um programa atômico

    O Conselho de Segurança Nacional aprova a proposta do Almirante Álvaro Alberto, enviada de Nova York, para um programa nacional de energia atômica.

    NuclearInstituições

    Fonte (1)

    Patti, Origins and Evolution of the Brazilian Nuclear Program (1947-2011), Wilson Center

  3. 1951

    Criado o Conselho Nacional de Pesquisas

    A Lei nº 1.310 cria o CNPq, idealizado e presidido pelo Almirante Álvaro Alberto. A lei proíbe exportar urânio e tório, salvo de governo para governo.

    InstituiçõesNuclearDGDNTM

    Fontes (3)

    Lei nº 1.310, de 15/01/1951; CNPq, O Almirante; Memória CNEN, Cronologia Brasil

  4. 1951

    Nasce o Hospital Naval Marcílio Dias

    O Decreto nº 29.486 dá o nome de Hospital Naval Marcílio Dias ao conjunto do antigo Instituto Naval de Biologia.

    SaúdeInstituiçõesHNMD/IPB

    Fonte (1)

    Hospital Naval Marcílio Dias, Histórico

  5. 1953

    Proposto um laboratório de pesquisas da Marinha

    No Ofício nº 1204, o Diretor-Geral de Eletrônica, Almirante Paulo Nogueira Penido, propõe ao Ministro da Marinha a criação de um laboratório de pesquisas.

    Armas e sensoresInstituiçõesIPqM

    Fontes (2)

    Instituto de Pesquisas da Marinha, Histórico; DGDNTM, Instituto de Pesquisas da Marinha: uma história de conquistas, Revista do Clube Naval nº 402, 2022

  6. 1954

    Compradas três ultracentrífugas na Alemanha

    Em negociação sigilosa conduzida por Álvaro Alberto, o Brasil compra três ultracentrífugas na Alemanha Ocidental. As autoridades aliadas de ocupação impedem o embarque, sob pressão dos EUA.

    Nuclear

    Fontes (3)

    Memória CNEN, Cronologia Brasil; DHBB/CPDOC, verbete Álvaro Alberto da Mota e Silva; Kassenova, Brazil's Nuclear Kaleidoscope, Carnegie Endowment, 2014

  7. 1955

    Lançada a pedra fundamental do IPqM

    Na Ponta do Matoso, Ilha do Governador, a pedra fundamental é lançada com a presença de Álvaro Alberto. O prédio é dos arquitetos Hélio Queiroz Duarte e Ernest Mange.

    InstituiçõesIPqM

    Fontes (2)

    Instituto de Pesquisas da Marinha, Histórico; DGDNTM, Instituto de Pesquisas da Marinha: uma história de conquistas, Revista do Clube Naval nº 402, 2022

  8. 1956

    Paulo Moreira aponta a ressurgência de Cabo Frio

    O Capitão de Corveta Paulo Moreira identifica a região de Cabo Frio, sob a ressurgência de águas frias e férteis, como área promissora para produzir proteína a partir do mar.

    OceanografiaIEAPM

    Fonte (1)

    IEAPM, Histórico do IEAPM

  9. 1958

    A Botica vira Laboratório Farmacêutico

    O Decreto nº 44.898 reestrutura a antiga Botica Militar e lhe dá o nome de Laboratório Farmacêutico da Marinha.

    SaúdeInstituiçõesLFM

    Fonte (1)

    Laboratório Farmacêutico da Marinha, Histórico

  10. 1959

    Criado o Instituto de Pesquisas da Marinha

    O Decreto nº 46.426 cria o IPqM com sete áreas: armamento, biologia marinha, bioquímica, oceanografia física, eletrônica, química e acústica submarina.

    Armas e sensoresOceanografiaInstituiçõesIPqM

    Fonte (1)

    Instituto de Pesquisas da Marinha, Histórico

    Fotografia de um prédio modernista térreo com grandes janelas de vidro e marquise, gramado com caminho de placas de concreto e palmeiras jovens.
    Prédio do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), criado em 1959 na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. Diapositivo sem data, coleção Dyrce Lacombe, Casa de Oswaldo Cruz.Autor não identificado, Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz), coleção Dyrce Lacombe. CC BY-SA 4.0 imagem tratada
  11. 1961

    Chega o navio-aeródromo Minas Gerais

    Chega o navio-aeródromo Minas Gerais, e o Aviso nº 1003, de 5 de junho, cria a Força Aérea Naval.

    Aviação naval

    Fonte (1)

    Comando da Força Aeronaval, Histórico

    Fotografia de um porta-aviões fundeado na baía, com a ilha de comando à direita do convoo, uma barca de passageiros em primeiro plano e a orla da cidade ao fundo.
    Navio-aeródromo ligeiro Minas Gerais (A11) fundeado no Rio de Janeiro em 1968. Foto da U.S. Navy.U.S. Navy (cruise book do USS America). Domínio público (obra do governo dos EUA) imagem tratada
  12. 1961

    Robert Oppenheimer visita o IPqM

    O físico Robert Oppenheimer assina o Livro de Honra do instituto. Álvaro Alberto também registra a visita.

    EnsinoIPqM

    Fonte (1)

    DGDNTM, Instituto de Pesquisas da Marinha: uma história de conquistas, Revista do Clube Naval nº 402, 2022

Era 5 1970 a 1989

Fragatas, computadores e o mar

Um programa de fragatas digitais puxa computador, empresa e centro de pesquisa. O mesmo período cria a maior parte das ICT atuais.

As fragatas Niterói, primeiros navios da Marinha com sistemas digitais de armas e sensores, geram três desdobramentos: o grupo de trabalho que leva ao computador G-10 e à COBRA (1974), o CASNAV (1975), criado para avaliá-las, e a construção de duas delas no AMRJ. A Diretoria de Engenharia Naval projeta as corvetas Inhaúma.

O Programa Nuclear da Marinha começa em 1979, dentro do programa autônomo conhecido como paralelo. Ganha a COPESP em 1986, vê anunciado o domínio do enriquecimento em 1987 e inaugura Aramar em 1988. A Constituição de 1988 restringe a atividade nuclear a fins pacíficos.

O Projeto Cabo Frio vira o INEM (1984), atual IEAPM. O Brasil chega à Antártica (1982 e 1984) e começa a medir a própria plataforma continental (1987).

Por que importa. É a era da substituição de importações em tecnologia sensível, com a Marinha como cliente que induz a indústria.

Fotografia de uma proa de navio com bandeiras no alto da carreira, entre guindastes e andaimes, com marinheiros de branco e convidados em primeiro plano.
Lançamento ao mar da fragata União (F45), uma das duas fragatas da classe Niterói construídas no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro na década de 1970.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada

toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional

Constituição Federal de 1988, art. 21, XXIII, a, 1988-10-05DocumentoConstituição da República Federativa do Brasil de 1988
Uma encomenda, três desdobramentosAs fragatas classe Niterói foram os primeiros navios da Marinha com sistemas digitais de armas e sensores. Para operá-las e avaliá-las surgiram um computador nacional, uma empresa de informática e um centro de pesquisa operacional.
1970Fragatas classe Niteróiseis navios encomendados, quatro feitos na Inglaterra e dois no Brasil
  1. Computador1972Protótipo G-10desenvolvido por USP e PUC-Rioantes: Grupo de Trabalho Especial, 1971, iniciativa da Marinha com a Secretaria de Planejamento
  2. Empresa1974COBRAComputadores e Sistemas Brasileiros, nascida da demanda da Marinha, herda o G-10
  3. Centro de pesquisa1975CASNAVcriado para a avaliação operacional das fragatas

Duas das seis fragatas, Independência e União, foram construídas no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro entre 1972 e 1980.

Fontes Vaisburd, "Yes, o Brasil tem Cobra", COPPE/UFRJ, 1999; CASNAV, Histórico; Vogt, Revista Marítima Brasileira, 1º trim. 2015

O ciclo do combustível nuclearSete etapas levam o minério ao reator. O enriquecimento é a mais controlada: é nela que entram as salvaguardas da ABACC e da AIEA. A tecnologia brasileira de ultracentrifugação foi desenvolvida pelo centro tecnológico da Marinha em São Paulo, com o IPEN, e equipa a usina da INB em Resende.
  1. 01Mineração e beneficiamentoo minério vira concentrado (yellowcake)
  2. 02Conversãoo concentrado vira hexafluoreto de urânio, um gás
  3. 03Enriquecimentoultracentrífugas em cascata separam o urânio-235; salvaguardas da ABACC e da AIEAEtapa desenvolvida pela Marinha
  4. 04Reconversãoo gás volta a ser pó de dióxido de urânio
  5. 05Elemento combustívelpastilhas em varetas agrupadas
  6. 06Reatora fissão gera calor; no submarino, propulsão. O LABGENE, em Aramar, é o protótipo em terraEtapa desenvolvida pela Marinha
  7. 07Final do cicloarmazenamento do combustível usado e gestão de rejeitos
Urânio natural: cerca de 0,7% de urânio-235. Baixo enriquecimento, usado em reatores de potência: de 3% a 5%.0%1%2%3%4%5%
  • Urânio natural: cerca de 0,7% de urânio-235
  • Baixo enriquecimento, usado em reatores de potência: de 3% a 5%

Fontes CNEN, apostila "A Energia Nuclear e suas Aplicações"; INB, "O que é o enriquecimento"; Planalto, PROSUB, 27/03/2024

Estação Antártica Comandante FerrazInaugurada em 1984 na Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, a estação começou com 8 módulos e lugar para 12 pessoas. Depois do incêndio de 2012, foi reconstruída e reaberta em 2020 com 17 laboratórios. Até o verão de 2025 e 2026, o Brasil fez 44 operações antárticas.
Antártica: a Estação Antártica Comandante FerrazMapa das Ilhas Shetland do Sul e do norte da Península Antártica, em projeção estereográfica polar. Destaca a Ilha Rei George e marca a Estação Antártica Comandante Ferraz, na Baía do Almirantado (62,08° S, 58,39° O). No canto, um mapa de situação mostra a Antártica inteira e o extremo sul da América do Sul, com o recorte e o ponto da estação. Ilustrativo, não usar para navegação.

    Costa: Natural Earth. Posição da estação: Wikidata. Ilustrativo, não usar para navegação. Estereográfica polar sul (paralelo de escala verdadeira 71° S, meridiano central 58° O, WGS84); o inset usa a mesma projeção.

    Panorama de uma planície coberta de neve com módulos baixos e antenas da estação ao fundo, montanhas brancas e pessoas caminhando ao longe.
    Estação Antártica Comandante Ferraz na Península Keller, Ilha Rei George, em 1º de novembro de 2011, antes do incêndio de 2012.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    Fotografia de um conjunto de módulos longos e escuros sobre terreno de pedra junto ao mar, com uma lagoa em primeiro plano e uma ilha montanhosa ao fundo.
    Novas instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, reinaugurada em janeiro de 2020 com 17 laboratórios. Foto de 12 de janeiro de 2020.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada

    Fontes Natural Earth, Admin 0 Countries 1:10m e 1:50m, Land 1:10m, Antarctic Ice Shelves 1:10m; Wikidata Q683143, Estação Antártica Comandante Ferraz, coordenada (P625); SECIRM, Estação Antártica Comandante Ferraz

    Marcos 18
    1. 1971

      Grupo de trabalho para um computador naval

      Por iniciativa da Marinha, com a Secretaria de Planejamento e recursos do Funtec/BNDE, o GTE busca um protótipo de computador para operações navais. Em 1972, USP e PUC-Rio criam o G-10.

      Computação

      Fonte (1)

      Vaisburd, Yes, o Brasil tem Cobra, dissertação, COPPE/UFRJ, 1999

    2. 1971 a 1974

      Começa o Projeto Cabo Frio

      Idealizado por Paulo Moreira no IPqM, o projeto começa em 1971 e se instala em Arraial do Cabo em 1974, com gelo para a pesca, maricultura e a ideia de uma universidade do mar.

      OceanografiaIEAPM IPqM

      Fontes (2)

      IEAPM, Histórico do IEAPM; Instituto de Pesquisas da Marinha, Histórico

    3. 1971

      Nasce o centro técnico dos Fuzileiros Navais

      Criado o Centro de Reparos e Suprimentos Especiais do CFN, ativado em 1972. Em 2012 recebe o nome de Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais.

      InstituiçõesCTecCFN

      Fonte (1)

      CGCFN, Carta de Serviços ao Usuário do CTecCFN

    4. 1972 a 1980

      Fragatas Niterói: os primeiros navios digitais

      Com projeto da Vosper Thornycroft, quatro fragatas são feitas na Inglaterra e duas, Independência e União, no AMRJ. São os primeiros navios da Marinha com sistemas digitais de armas e sensores.

      Construção navalArmas e sensoresComputaçãoCASNAV IPqM

      Fontes (2)

      Vogt, Novo estudo de um escolta para a Marinha do Brasil, RMB, 1º trim. 2015; CASNAV, Histórico

    5. 1974

      Da demanda da Marinha nasce a COBRA

      A Computadores e Sistemas Brasileiros é criada e herda o G-10. O grupo de trabalho é extinto em 1976 e o sucessor, G-11, sai em 1978.

      Computação

      Fonte (1)

      Vaisburd, Yes, o Brasil tem Cobra, dissertação, COPPE/UFRJ, 1999

    6. 1975

      Criado o Centro de Análises de Sistemas Navais

      O Decreto nº 75.335 cria o CASNAV para avaliar as fragatas Niterói com pesquisa operacional, com oficiais formados em Operations Analysis na Naval Postgraduate School.

      ComputaçãoInstituiçõesCASNAV

      Fonte (1)

      CASNAV, Histórico

    7. 1978 a 1994

      Corvetas Inhaúma: projeto feito no Brasil

      A Diretoria de Engenharia Naval faz a concepção e o projeto; o AMRJ detalha e constrói. São os primeiros navios de combate projetados e construídos no Brasil na história republicana.

      Construção navalCPSN

      Fonte (1)

      Vogt, Novo estudo de um escolta para a Marinha do Brasil, RMB, 1º trim. 2015

      Fotografia de uma corveta cinza navegando em mar agitado, levantando espuma na proa, com o número V30 no casco.
      Corveta Inhaúma (V30), primeira da classe concebida pela Diretoria de Engenharia Naval e construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Foto de 2005.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    8. 1979

      Começa o Programa Nuclear da Marinha

      A Marinha inicia o programa para dominar o ciclo do combustível e desenvolver uma planta de propulsão. Ele integra o programa autônomo do país, conhecido como paralelo, sigiloso e fora das salvaguardas.

      NuclearCTMSP

      Fontes (3)

      CTMSP, Programa Nuclear da Marinha; Agência Marinha de Notícias, L. Guimarães, A retórica e o cofre, 14/10/2025; Patti, Origins and Evolution of the Brazilian Nuclear Program (1947-2011), Wilson Center

    9. 1982

      Primeiro enriquecimento com centrífugas nacionais

      Realiza-se a primeira experiência de enriquecimento de urânio com ultracentrífugas de tecnologia nacional, desenvolvidas no programa da Marinha.

      NuclearCTMSP

      Fonte (1)

      INB, História

    10. 1982

      Contratados os submarinos IKL-1400

      O Tupi é construído em Kiel, na Alemanha; os outros três da classe, no AMRJ, entre 1986 e 1999. O segundo, Tamoio, é o primeiro submarino construído no Brasil.

      SubmarinosConstrução navalCPSN

      Fonte (1)

      Vogt, Novo estudo de um escolta para a Marinha do Brasil, RMB, 1º trim. 2015

      Fotografia aérea de um submarino navegando na superfície, com a vela fora d'água e esteira branca, e um helicóptero voando baixo ao fundo.
      Submarino Tamoio (S31), o primeiro construído no Brasil, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Foto de 2006.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    11. 1982

      Criado o Programa Antártico Brasileiro

      O Decreto nº 86.830 entrega à CIRM, criada em 1974, o Programa Antártico. Em dezembro, o NApOc Barão de Teffé e o NOc Professor W. Besnard partem na primeira operação.

      Antártica

      Fontes (3)

      Decreto nº 86.830, de 12/01/1982; SECIRM, Estação Antártica Comandante Ferraz; SECIRM, Institucional

      Fotografia de um navio de casco vermelho entre blocos de gelo flutuante, diante de montanhas cobertas de neve.
      Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44) em águas antárticas, 4 de janeiro de 2004.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    12. 1984

      Inaugurada a Estação Antártica Comandante Ferraz

      Na Península Keller, Ilha Rei George, a estação começa com oito módulos, cerca de 150 m² e um grupo-base de 12 pessoas por 32 dias.

      Antártica

      Fontes (2)

      SECIRM, Estação Antártica Comandante Ferraz; Agência Marinha de Notícias, Estação Antártica Comandante Ferraz completa 41 anos

    13. 1984

      Criado o Instituto Nacional de Estudos do Mar

      O INEM assume o Projeto Cabo Frio e a biologia marinha do IPqM. Em 1985 recebe o nome de Paulo Moreira, origem do atual IEAPM.

      OceanografiaInstituiçõesIEAPM IPqM

      Fontes (2)

      IEAPM, Histórico do IEAPM; Instituto de Pesquisas da Marinha, Histórico

    14. 1986

      Criada a COPESP, origem do CTMSP

      O Decreto nº 93.439 cria em São Paulo a Coordenadoria para Projetos Especiais, para obter para a Marinha sistemas com características especiais. Desde 1995 chama-se CTMSP.

      NuclearInstituiçõesCTMSP

      Fontes (2)

      Decreto nº 93.439, de 17/10/1986; CTMSP, Quem somos

    15. 1987

      Começa o levantamento da plataforma continental

      O NOc Almirante Câmara faz a primeira comissão do LEPLAC. Em 1989, o Decreto nº 98.145 aprova o plano, base do futuro pleito brasileiro na ONU.

      HidrografiaAmazônia AzulCHM

      Fontes (3)

      SECIRM, LEPLAC; Ferreira, Aula inaugural da 77ª turma do CAHO, Anais Hidrográficos LXXXI, 2024; Decreto nº 98.145, de 15/09/1989

    16. 1987

      Anunciado o domínio do enriquecimento

      O presidente da República anuncia ao país que o Brasil domina o enriquecimento de urânio, alcançado no programa autônomo, conhecido como paralelo.

      NuclearCTMSP

      Fontes (2)

      Memória CNEN, Cronologia Brasil; Patti, Origins and Evolution of the Brazilian Nuclear Program (1947-2011), Wilson Center

    17. 1988

      Nasce o Instituto de Pesquisas Biomédicas

      Com o Decreto nº 95.869, o Hospital Naval Marcílio Dias assume a pesquisa médica da Marinha por meio do Instituto de Pesquisas Biomédicas.

      SaúdeHNMD/IPB

      Fonte (1)

      Hospital Naval Marcílio Dias, Histórico

    18. 1988

      Inaugurado o Centro Experimental Aramar

      Em Iperó (SP), Aramar passa a abrigar as instalações do programa nuclear da Marinha, entre elas a Unidade de Enriquecimento Almirante Álvaro Alberto.

      NuclearInstituiçõesCTMSP DDNM

      Fontes (2)

      Memória CNEN, Cronologia Brasil; CTMSP, Enriquecimento

      Fotografia aérea de um complexo de galpões e prédios brancos entre campos de terra vermelha, mata e estradas internas.
      Vista aérea do Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP), na visita do diretor-geral da AIEA em 17 de julho de 2021. IAEA Imagebank.IAEA Imagebank (Flickr). CC BY 2.0 imagem tratada

    Era 6 1990 a 2007

    A Amazônia Azul

    O objeto da ciência naval se desloca do navio para o território marítimo.

    A Lei 8.617 (1993) e a entrada em vigor da Convenção do Mar para o Brasil (1994) dão base jurídica ao território marítimo. Em 2004 o país entrega à ONU a proposta de limite exterior da plataforma continental, e o Comandante da Marinha cunha a expressão Amazônia Azul.

    O CASNAV passa a prestar serviços de C&T (1997), a aviação de asa fixa volta (1998), o Centro de Hidrografia é criado (1998) e uma estação científica passa a operar no Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

    O Brasil cria a ABACC com a Argentina (1991) e adere ao TNP (1998). Com pouco orçamento, o programa nuclear leva suas centrífugas à indústria em Resende (2006) e é retomado em 2007.

    Por que importa. Dá à página seu argumento central: ciência do mar é soberania, e por isso hidrografia, dados oceanográficos e vigilância marítima são temas de C&T.

    Fotografia de um dique alagado decorado com faixas verdes e amarelas, guindastes de pórtico dos dois lados e um submarino ao fundo do dique.
    Cerimônia de lançamento do submarino Tikuna (S34) no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, década de 2000.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    Amazônia Azul: a ciência que vira territórioA Zona Econômica Exclusiva vai até 200 milhas náuticas da costa e das ilhas. Além dela, o Brasil pode estender a plataforma continental se provar, com levantamento geológico e geofísico, que o leito é prolongamento natural do território. O LEPLAC, iniciado em 1987, fez esse levantamento; a ONU já aprovou duas áreas e analisa a terceira.
    Amazônia Azul: as áreas marítimas do BrasilMapa do Brasil e do Atlântico Sul. Mostra a Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas náuticas, incluindo as ilhas oceânicas, e a plataforma continental além das 200 milhas em três partes: a Região Sul, com recomendação da ONU em 2019; a Margem Equatorial, com recomendação em 2025; e as margens Oriental e Meridional, ainda em análise. Marca o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, a Ilha da Trindade, o Rio de Janeiro e Arraial do Cabo. Ilustrativo, não usar para navegação.
    • Zona Econômica Exclusiva (até 200 milhas náuticas) 3.677.664 km²
    • Região Sul: plataforma além das 200 milhas com recomendação da ONU (2019) cerca de 170.000 km²
    • Margem Equatorial: plataforma além das 200 milhas com recomendação da ONU (2025) cerca de 360.000 km²Desenhada pelo limite submetido em 2017; o limite aprovado em 2025 ainda não está em dados abertos e pode diferir um pouco.
    • Margens Oriental e Meridional: área pleiteada além das 200 milhas, em análise na ONU cerca de 1.500.000 km²

    ZEE e plataforma continental: Flanders Marine Institute, Marine Regions, CC BY 4.0. Costa: Natural Earth. Ilustrativo, não usar para navegação. Cônica equivalente de Albers (paralelos-padrão 2° S e 28° S, meridiano central 48° O, WGS84); preserva áreas.

    Fontes Natural Earth, Admin 0 Countries 1:10m e 1:50m, Land 1:10m, Antarctic Ice Shelves 1:10m; Marine Regions, World EEZ v12 (MRGID 8464 e 8381); SECIRM, LEPLAC (áreas oficiais anunciadas)

    Marcos 13
    1. 1991

      Brasil e Argentina criam a ABACC

      Os dois países firmam acordo para o uso exclusivamente pacífico da energia nuclear e criam a ABACC. Em dezembro, assinam em Viena o Acordo Quadripartite com a AIEA.

      NuclearInstituições

      Fontes (3)

      Memória CNEN, Cronologia Brasil; ABACC, About ABACC; Decreto nº 1.065, de 24/02/1994 (Acordo Quadripartite)

    2. 1993

      Lei define os espaços marítimos do Brasil

      A Lei nº 8.617 define mar territorial, zona econômica exclusiva e plataforma continental segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

      Amazônia AzulHidrografiaCHM

      Fontes (2)

      Lei nº 8.617, de 04/01/1993; SECIRM, LEPLAC

    3. 1994

      Convenção do Mar entra em vigor para o Brasil

      A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar passa a vigorar para o Brasil, base jurídica do pleito pela plataforma continental além das 200 milhas.

      Amazônia AzulCHM

      Fonte (1)

      SECIRM, LEPLAC

    4. 1997

      CASNAV passa a prestar serviços de C&T

      O CASNAV vira Organização Militar Prestadora de Serviços de C&T, com custos e metas. Desde 1993 já era reconhecido como órgão de C&T da administração federal.

      ComputaçãoInstituiçõesCASNAV

      Fonte (1)

      CASNAV, Histórico

    5. 1998

      Estação científica em São Pedro e São Paulo

      Entra em operação a primeira estação científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no meio do Atlântico. Ela é substituída por outra em 2008.

      OceanografiaAmazônia Azul

      Fonte (1)

      InfoCIRM, estação do Arquipélago de São Pedro e São Paulo

    6. 1998

      A Aviação Naval volta à asa fixa

      O Decreto nº 2.538 devolve à Marinha as aeronaves de asa fixa, restritas desde 1965 aos helicópteros. Começa a quarta fase da Aviação Naval.

      Aviação naval

      Fonte (1)

      Comando da Força Aeronaval, Histórico

    7. 1998

      O Brasil adere ao TNP

      O Brasil deposita o instrumento de adesão ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. A Constituição de 1988 já restringia a atividade nuclear a fins pacíficos.

      Nuclear

      Fontes (2)

      Decreto nº 2.864, de 07/12/1998 (TNP); Constituição Federal de 1988, art. 21, XXIII, a

    8. 1998

      Criado o Centro de Hidrografia da Marinha

      A Portaria Ministerial nº 360 cria o CHM, ativado em 27 de dezembro de 1999 na estrutura da DHN.

      HidrografiaOceanografiaInstituiçõesCHM

      Fonte (1)

      Centro de Hidrografia da Marinha, Histórico

    9. 2004

      Nasce a expressão Amazônia Azul

      No artigo “A outra Amazônia”, na Folha de S.Paulo, o Comandante da Marinha cunha a expressão Amazônia Azul para o mar sob jurisdição brasileira.

      Amazônia AzulEGN

      Fonte (1)

      Rodrigues, A Amazônia Azul sob a perspectiva da economia política do mar, Revista da EGN v. 27, n. 3

    10. 2004

      O Brasil leva à ONU o limite da plataforma

      O Brasil entrega à Comissão de Limites da Plataforma Continental a proposta de limite exterior: 960 mil km² além das 200 milhas, com base nos levantamentos do LEPLAC.

      Amazônia AzulHidrografiaCHM

      Fonte (1)

      SECIRM, LEPLAC

    11. 2006

      Centrífugas da Marinha chegam à indústria

      A INB inaugura em Resende (RJ) a primeira cascata industrial de ultracentrífugas, desenvolvidas pelo CTMSP com o IPEN. A usina começara a ser implantada em 2000.

      NuclearCTMSP

      Fontes (2)

      INB, INB finaliza primeira fase de usina de enriquecimento de urânio, 21/11/2022; INB, O que é o enriquecimento e como ele é feito

    12. 2007

      ONU pede revisão de parte do pleito

      A Comissão de Limites não concorda com cerca de 190 mil km², 20% da área pedida. O Brasil decide preparar uma proposta revista, com novos levantamentos.

      Amazônia AzulHidrografiaCHM

      Fonte (1)

      SECIRM, LEPLAC

    13. 2007

      O governo retoma o Programa Nuclear

      Em visita a Aramar e ao LABGENE, o presidente da República anuncia recursos para retomar o programa, que vinha de anos de orçamento muito reduzido.

      NuclearCTMSP

      Fontes (2)

      Kassenova, Brazil's Nuclear Kaleidoscope, Carnegie Endowment, 2014; Agência Marinha de Notícias, L. Guimarães, A retórica e o cofre, 14/10/2025

    Era 7 2008 a 2026

    Sistema de CT&I e soberania industrial

    De três institutos isolados a um sistema com 18 ICT, enquanto submarino, míssil e fragata passam a ser feitos no país.

    A Secretaria de C&T da Marinha nasce em 2008 com três institutos, vira órgão de direção setorial em 2012 e DGDNTM em 2016, com o PROSUB e o Programa Nuclear. Surgem o NIT-MB (2009), a AMAZUL (2012) e o CTMRJ (2016). Em 2026 o sistema reúne 18 ICT.

    O acordo com a França (2008) cria o PROSUB: o Riachuelo vai ao mar em 2018 e os quatro convencionais estão lançados em 2025. O submarino com propulsão nuclear está em detalhamento de projeto. O MANSUP voa desde 2018 e a fragata Tamandaré é incorporada em 2026.

    A ONU aprova a plataforma estendida da Região Sul (2019) e da Margem Equatorial (2025), e a nova Estação Ferraz abre em 2020.

    Por que importa. É a era em que a própria Vitrine existe: propriedade intelectual, transferência de tecnologia e inovação aberta passam a fazer parte da missão.

    Fotografia de dois submarinos lado a lado num pátio de estaleiro, um deles sobre a plataforma de lançamento com faixa verde e amarela, e o número S42 no casco do outro.
    Lançamento ao mar do submarino Almirante Karam e entrega do submarino Tonelero (S42) em Itaguaí (RJ), 26 de novembro de 2025.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 4.0 imagem tratada

    O submarino terá armamento convencional e usará urânio de baixo enriquecimento. Ele não representa risco de proliferação.

    The submarine will be conventionally armed and will use low-enriched uranium. It does not pose proliferation risk.

    Delegação do Brasil, XI Conferência de Exame do TNP, Comitê Principal II, 2026-05-05DocumentoDeclaração do Brasil, Comitê Principal II, XI Conferência de Exame do TNP, 05/05/2026
    As 18 ICT e a origem de cada umaCada instituto de hoje tem uma raiz documentada. A mais antiga é de 1782; a mais recente, deste século. Em 2008 a Marinha tinha 3 instituições científicas e tecnológicas reconhecidas; em 2026, 18.
    1. 1782ENAcademia Real dos Guardas-Marinha (Lisboa; no Rio desde 1808)
    2. 1808LFMBotica Militar
    3. 1808DPHDMacervo da Academia que a Diretoria guarda
    4. 1876CHMRepartição Hidrográfica
    5. 1911EGNCurso Superior de Marinha
    6. 1915CEFANLiga de Sports da Marinha
    7. 1934HNMD/IPBInstituto Naval de Biologia
    8. 1959IPqMcriação do IPqM (proposta de 1953)
    9. 1971IEAPMProjeto Cabo Frio (expedição de 1956)
    10. 1971CTecCFNCentro de Reparos e Suprimentos Especiais do CFN
    11. 1975CASNAVDecreto 75.335
    12. 1979CTMSPPrograma Nuclear da Marinha (COPESP, 1986)
    13. 2008DGDNTMSecretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha
    14. 2012AMAZULLei 12.706
    15. 2016CTMRJPortaria 308/MB

    OCM, DDNM e CPSN: data de origem ainda não conferida em fonte pública.

    ICT reconhecidas

    2008: 3; 2014: 8; 2026: 183200882014182026

    Fontes DGDNTM, Sistema de CT&I da Marinha; Dall'Agnol et al., Revista da EGN, v. 22, n. 2, 2016; Introdução à História Marítima Brasileira, DPHDM, 2025

    O submarino nuclear e as previsões públicasO submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear está em desenvolvimento. As previsões divulgadas mudaram ao longo do programa; abaixo, cada uma com a data e a fonte. A página não projeta data.
    • anúncio
    • previsto
    2008: 2025 (entrega prevista no plano original); 2020: 2033 (submarino previsto, em dezembro de 2020); 2026: 2037 (lançamento ao mar previsto, em março de 2026)2026, hoje20052010201520202025203020352040200820252020203320262037
    Marcos 22
    1. 2008

      Criada a Secretaria de C&T da Marinha

      A Portaria nº 115/MB cria a SecCTM com três institutos: CASNAV, IEAPM e IPqM. É o início do sistema que, em 2026, reúne 18 ICT da Marinha.

      InstituiçõesDGDNTM CASNAV IEAPM IPqM

      Fonte (1)

      DGDNTM, Histórico

    2. 2008

      Acordo com a França cria o PROSUB

      Dias após a Estratégia Nacional de Defesa incluir o submarino de propulsão nuclear, Brasil e França firmam acordo para submarinos convencionais, um nuclear e o complexo de Itaguaí.

      SubmarinosNuclearConstrução navalCPSN AMAZUL CTMSP

      Fontes (3)

      Decreto nº 6.703, de 18/12/2008 (Estratégia Nacional de Defesa); Câmara dos Deputados, Relações Exteriores aprova acordo sobre submarinos com a França; PROSUB, Institucional

    3. 2009

      Criado o Núcleo de Inovação Tecnológica

      O NIT-MB nasce para cumprir a Lei de Inovação. O primeiro curso de propriedade intelectual da Marinha, entre outubro e novembro, reúne mais de 50 alunos.

      InstituiçõesDGDNTM

      Fonte (1)

      Pesquisa Naval, Informativo de CT&I da Marinha, ano I, nº 1

    4. 2009

      Proposto o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

      A Marinha propõe o SisGAAz. Interrompido em 2015 por falta de recursos, ele ganha um projeto piloto a partir do Projeto Scua, desenvolvido pelo IPqM e testado em 2017.

      ComputaçãoAmazônia AzulIPqM CASNAV DGDNTM

      Fonte (1)

      Braga, Projeto piloto do SisGAAz, parte II, RMB, 2º trim. 2021

    5. 2012

      Incêndio destrói a Estação Ferraz

      O fogo atinge 70% das instalações da estação antártica e dois militares morrem. A nova estação seria inaugurada em 2020, no mesmo local.

      Antártica

      Fontes (2)

      Agência Marinha de Notícias, Estação Antártica Comandante Ferraz completa 41 anos; SECIRM, Reinauguração da EACF

    6. 2012

      Autorizada a criação da AMAZUL

      A Lei nº 12.706 autoriza a empresa pública Amazônia Azul Tecnologias de Defesa, formada por cisão da EMGEPRON com os ativos do Programa Nuclear da Marinha.

      NuclearInstituiçõesAMAZUL

      Fonte (1)

      Lei nº 12.706, de 08/08/2012

    7. 2016

      Criado o Centro Tecnológico da Marinha no Rio

      A Portaria nº 308/MB cria o CTMRJ, ativado em abril de 2017, que passa a reunir CASNAV, IEAPM e IPqM.

      InstituiçõesCTMRJ CASNAV IEAPM IPqM

      Fonte (1)

      CTMRJ, Histórico

    8. 2016

      A SecCTM se torna DGDNTM

      O Decreto nº 8.900 transforma a SecCTM, órgão de direção setorial desde 2012, na DGDNTM, que incorpora o PROSUB e o Programa Nuclear.

      InstituiçõesDGDNTM

      Fonte (1)

      DGDNTM, Histórico

    9. 2018

      Primeiro lançamento do MANSUP

      A corveta Barroso lança o primeiro protótipo do míssil antinavio nacional, projeto iniciado em 2008 com Omnisys, Fundação Ezute e SIATT. Seguem-se lançamentos em 2019, 2022 e 2023.

      Armas e sensoresIPqM

      Fontes (2)

      Ministério da Defesa, Marinha lança terceiro protótipo do MANSUP, 11/07/2019; Agência Marinha de Notícias, MANSUP avança em processo de qualificação

      Fotografia tirada do convés de um navio: um míssil sai do lançador envolto em fumaça branca e sobe sobre o mar, com mastros e antenas do navio à esquerda.
      Lançamento do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP) pela Fragata Constituição, em 2022, no início da fase de qualificação.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    10. 2018

      O submarino Riachuelo vai ao mar

      O primeiro submarino do PROSUB é lançado ao mar em Itaguaí. A construção no país, com transferência de tecnologia, é o centro do programa.

      SubmarinosConstrução navalCPSN AMAZUL

      Fonte (1)

      Ministério da Defesa, Marinha lança ao mar submarino Riachuelo, 15/12/2018

      Fotografia de um submarino navegando na superfície diante do Pão de Açúcar, com a vela e o casco escuros sobre o mar azul.
      Submarino Riachuelo (S40), o primeiro do PROSUB, navegando na entrada da baía de Guanabara em 6 de setembro de 2022, ano de sua incorporação.Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial). CC BY-SA 2.0 imagem tratada
    11. 2019

      ONU aprova a plataforma da Região Sul

      A Comissão de Limites aprova a margem sul, e cerca de 170 mil km² além das 200 milhas são incorporados à plataforma continental brasileira.

      Amazônia AzulHidrografiaCHM

      Fonte (1)

      SECIRM, LEPLAC

    12. 2020

      Inaugurada a nova Estação Ferraz

      No mesmo local da antiga, a nova estação abre com 17 laboratórios, após pré-montagem modular na China. Na OPERANTAR XLIV (2025-2026), recebe 185 pesquisadores e 26 projetos.

      Antártica

      Fontes (2)

      SECIRM, Reinauguração da EACF; Agência Marinha de Notícias, OPERANTAR XLIV reforça pesquisa científica

    13. 2020

      O submarino Humaitá vai ao mar

      O segundo submarino do PROSUB é lançado e passa ao setor operativo em janeiro de 2024. No lançamento, a previsão divulgada para o submarino nuclear era 2033.

      SubmarinosCPSN AMAZUL

      Fontes (2)

      Agência Brasil, lançamento do submarino Humaitá, 11/12/2020; Agência Marinha de Notícias, primeira atracação de submarino da classe Riachuelo em Mocanguê, 04/04/2024

    14. 2021

      CASNAV converte barcos em veículos não tripulados

      O CASNAV passa a converter embarcações convencionais em veículos de superfície de operação remota. A tecnologia é oferecida na Vitrine como PRISMA.

      ComputaçãoCASNAV

      Na Vitrine hoje PRISMA

      Fonte (1)

      CASNAV, Histórico

    15. 2022

      O Riachuelo entra em operação

      O Riachuelo é incorporado ao setor operativo, primeira entrega do PROSUB.

      SubmarinosCPSN AMAZUL

      Fonte (1)

      Ministério da Defesa, Cerimônia marca incorporação do submarino Riachuelo, 01/09/2022

    16. 2024

      Submarino nuclear em detalhamento de projeto

      A Marinha informa que o SNCA Álvaro Alberto está em detalhamento de projeto e que começou a construção da seção de qualificação do casco. Só a propulsão é nuclear.

      NuclearSubmarinosCTMSP AMAZUL CPSN DGDNTM

      Fonte (1)

      Agência Marinha de Notícias, avanços do submarino nuclear Álvaro Alberto na Voz do Brasil, 31/10/2024

    17. 2024

      Patrimônio histórico vira ICT

      A Portaria nº 233/EMA reconhece a DPHDM como ICT, nas áreas de arqueologia, arquivologia, biblioteconomia, museologia e história.

      InstituiçõesEnsinoDPHDM

      Fonte (1)

      DPHDM, Histórico da DPHDM

    18. 2025

      ONU aprova a Margem Equatorial

      Cerca de 360 mil km² são incorporados à plataforma continental, com resolução publicada em 26 de março. As margens Oriental e Meridional seguem em análise.

      Amazônia AzulHidrografiaCHM

      Fonte (1)

      SECIRM, LEPLAC

    19. 2025

      Tonelero entregue e Almirante Karam ao mar

      Em Itaguaí, o Tonelero é incorporado e o Almirante Karam, último dos quatro convencionais do PROSUB, é lançado ao mar. Em 2026 ele conclui a imersão estática.

      SubmarinosCPSN AMAZUL

      Fontes (2)

      Agência Marinha de Notícias, Marinha lança ao mar o Almirante Karam e entrega o Tonelero, 26/11/2025; Agência Marinha de Notícias, Submarino Almirante Karam conclui imersão estática, 29/09/2026

    20. 2026

      Fragata Tamandaré é incorporada

      Lançada em Itajaí em 2024, a fragata é incorporada à Esquadra. O programa, da SPE Águas Azuis (TKMS, Embraer e Atech), reúne cerca de 8 mil trabalhadores e mais de mil empresas.

      Construção navalIPqM

      Fontes (3)

      Agência Marinha de Notícias, Fragata Tamandaré é incorporada à Esquadra; Agência Marinha de Notícias, Fragata Tamandaré chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro; Agência Marinha de Notícias, Marinha inicia construção da quarta fragata da classe Tamandaré

    21. 2026

      O submarino nuclear na Conferência do TNP

      O Brasil declara que o submarino terá armamento convencional e urânio de baixo enriquecimento, e que consulta AIEA e ABACC desde 2022 sobre os procedimentos especiais de verificação.

      NuclearCTMSP DGDNTM

      Fontes (2)

      Declaração do Brasil, Comitê Principal II, XI Conferência de Exame do TNP, 05/05/2026; AIEA, GOV/INF/2024/13, 15/11/2024

    22. 2026

      MANSUP faz teste de alcance máximo

      Na quinta fase de testes de qualificação, a fragata Defensora lança o míssil a cerca de 300 km de Cabo Frio.

      Armas e sensoresIPqM

      Fonte (1)

      Agência Marinha de Notícias, MANSUP avança em processo de qualificação

    03 / Fontes e acervos

    De onde vem cada informação

    Toda afirmação desta página tem fonte pública. As imagens vêm de acervos com licença livre ou em domínio público e foram tratadas para o site; o crédito completo está abaixo e na página institucional.

    Rótulos das citações: Documento (lida na fonte primária), Registro (fonte secundária confiável), Atribuída (circula sem fonte primária localizada).

    Documentos e bibliografia 110
    1. "Ativação do Centro de Instrução e Adestramento Almirante Radler de Aquino (CIAARA)". Anais Hidrográficos, LXXVII, p. 213-215
    2. "Evolução da Força de Submarinos". Revista do Clube Naval
    3. "O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira". Revista Marítima Brasileira
    4. "Vice-Admiral de Aquino". Journal of Navigation, v. 7, n. 2, abr. 1954, p. 135
    5. ABACC, About ABACC
    6. Academia Nacional de Medicina, "Joaquim Candido Soares de Meirelles"
    7. Agência Brasil, 11/12/2020
    8. Agência Marinha de Notícias, 31/10/2024, avanços do submarino nuclear Álvaro Alberto
    9. Agência Marinha de Notícias, Estação Antártica Comandante Ferraz completa 41 anos
    10. Agência Marinha de Notícias, Fragata Tamandaré chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro
    11. Agência Marinha de Notícias, Fragata Tamandaré é incorporada à Esquadra
    12. Agência Marinha de Notícias, L. Guimarães, A retórica e o cofre, 14/10/2025
    13. Agência Marinha de Notícias, MANSUP avança em processo de qualificação
    14. Agência Marinha de Notícias, Marinha inicia construção da quarta fragata da classe Tamandaré
    15. Agência Marinha de Notícias, Marinha lança ao mar o Almirante Karam e entrega o Tonelero, 26/11/2025
    16. Agência Marinha de Notícias, OPERANTAR XLIV reforça pesquisa científica
    17. Agência Marinha de Notícias, primeira atracação de submarino da classe Riachuelo em Mocanguê, 04/04/2024
    18. Agência Marinha de Notícias, Submarino Almirante Karam conclui imersão estática, 29/09/2026
    19. AIEA, GOV/INF/2024/13, 15/11/2024
    20. Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, Histórico
    21. BBC News Brasil, 31/03/2026
    22. Bohrer, A DHN retratada pela filatelia, Revista do Clube Naval nº 415
    23. BRAGA, C. C. "28 de Março, Dia das Comunicações Navais: Vice-Almirante Tácito Reis de Moraes Rego, Patrono das Comunicações Navais". Revista Marítima Brasileira, 1º trim. 2014
    24. Braga, Projeto piloto do SisGAAz, parte II, RMB, 2º trim. 2021
    25. CASNAV, Histórico
    26. CEFAN, Histórico
    27. Centro de Auxílios à Navegação Almirante Moraes Rego, heráldica (captura de 27/01/2025 no Internet Archive)
    28. CGCFN, Carta de Serviços ao Usuário do CTecCFN
    29. CHM, Histórico
    30. CNEN, apostila "A Energia Nuclear e suas Aplicações"
    31. CNPq, O Almirante
    32. Comando da Força Aeronaval, Histórico
    33. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
    34. CPDOC/FGV, DHBB, verbete "Álvaro Alberto da Mota e Silva"
    35. CTMRJ, "Marinha do Brasil promove Centenário de nascimento do Vice-Almirante Paulo Moreira" (captura de 16/04/2021 no Internet Archive)
    36. CTMRJ, Histórico
    37. CTMSP, Enriquecimento
    38. CTMSP, Programa Nuclear da Marinha
    39. CTMSP, Quem somos
    40. Câmara dos Deputados, Relações Exteriores aprova acordo sobre submarinos com a França
    41. Dall'Agnol et al., Revista da EGN, v. 22, n. 2, 2016
    42. Declaração do Brasil, Comitê Principal II, XI Conferência de Exame do TNP, 05/05/2026
    43. Decreto nº 1.065, de 24/02/1994 (Acordo Quadripartite)
    44. Decreto nº 12.167, de 23/08/1916
    45. Decreto nº 2.864, de 07/12/1998 (TNP)
    46. Decreto nº 6.113, de 2 de fevereiro de 1876
    47. Decreto nº 6.703, de 18/12/2008 (Estratégia Nacional de Defesa)
    48. Decreto nº 74.055, de 13/05/1974, art. 1º
    49. Decreto nº 77.070, de 21 de janeiro de 1976
    50. Decreto nº 86.830, de 12/01/1982
    51. Decreto nº 9.916, de 04/04/1888
    52. Decreto nº 91.124, de 13 de março de 1985
    53. Decreto nº 93.439, de 17/10/1986
    54. Decreto nº 98.145, de 15/09/1989
    55. DGDNTM, Instituto de Pesquisas da Marinha: uma história de conquistas, Revista do Clube Naval nº 402, 2022
    56. DGDNTM, Sistema de CT&I da Marinha
    57. DHBB/CPDOC, verbete Álvaro Alberto da Mota e Silva
    58. DHN, ex-diretores (captura de 19/08/2026 no Internet Archive)
    59. Diretoria de Engenharia Naval, "Resumo Biográfico do CA(EN) João Cândido Brazil" (captura de 13/12/2024 no Internet Archive)
    60. DPHDM, "Vice-Almirante Felinto Perry" (biografia)
    61. DPHDM, Histórico da DPHDM
    62. Escola de Guerra Naval, Histórico
    63. Escola Naval, A História da EN
    64. FERREIRA, A. M. "Aula inaugural para a 77ª turma do CAHO". Anais Hidrográficos, LXXXI (2024), p. 11-12
    65. FGV CPDOC, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, verbete "GUIMARÃES, Protógenes"
    66. GOTAÇ, P. R. "Almirante Álvaro Alberto: docente, empreendedor e político". Revista Marítima Brasileira, 4º trim. 2022
    67. Hospital Naval Marcílio Dias, Histórico
    68. IEAPM, Histórico do IEAPM
    69. IEAPM, página histórica (captura de 11/07/2025 no Internet Archive)
    70. INB, "O que é o enriquecimento"
    71. INB, História
    72. INB, INB finaliza primeira fase de usina de enriquecimento de urânio, 21/11/2022
    73. InfoCIRM, estação do Arquipélago de São Pedro e São Paulo
    74. Instituto de Pesquisas da Marinha, Histórico
    75. Introdução à História Marítima Brasileira, 2ª ed., DPHDM, 2025, p. 112-113
    76. Kassenova, Brazil's Nuclear Kaleidoscope, Carnegie Endowment, 2014
    77. Laboratório Farmacêutico da Marinha, Histórico
    78. Lei nº 1.310, de 15 de janeiro de 1951
    79. Lei nº 12.706, de 08/08/2012
    80. Lei nº 8.617, de 04/01/1993
    81. LIMA JUNIOR, A. R. P. "Hidrografia! Hidrografia!". Revista Marítima Brasileira, 4º trim. 2014
    82. LIMA, S. C. S. "Joaquim Candido Soares de Meirelles: um médico negro na Corte Imperial (1797-1868)". Revista da ABPN, v. 12, 2020, p. 337
    83. Marine Regions, World EEZ v12 (MRGID 8464 e 8381)
    84. Marinha do Brasil, página "Patrono" (captura de 14/08/2026 no Internet Archive)
    85. Martins, Institucionalização do serviço hidrográfico e oceanográfico brasileiro, 1931-1942, RMB, 3º trim. 2011
    86. Memória CNEN, Cronologia Brasil
    87. Ministério da Defesa, Cerimônia marca incorporação do submarino Riachuelo, 01/09/2022
    88. Ministério da Defesa, Marinha lança ao mar submarino Riachuelo, 15/12/2018
    89. Ministério da Defesa, Marinha lança terceiro protótipo do MANSUP, 11/07/2019
    90. Natural Earth, Admin 0 Countries 1:10m e 1:50m, Land 1:10m, Antarctic Ice Shelves 1:10m
    91. Patti, Origins and Evolution of the Brazilian Nuclear Program (1947-2011), Wilson Center
    92. Pesquisa FAPESP, ed. 79, set. 2002, "50 anos do CNPq"
    93. Pesquisa Naval, Informativo de CT&I da Marinha, ano I, nº 1
    94. Planalto, PROSUB, 27/03/2024
    95. Pontes Lima Junior, Hidrografia! Hidrografia!, RMB, 4º trim. 2014
    96. PROSUB, Institucional
    97. Revista do Clube Naval nº 414 (radiotelegrafia)
    98. ROBBA, O. R. "Ciência e território na trajetória de Antônio Luís von Hoonholtz". Navigator, v. 20, n. 40, 2024
    99. ROBERTO, E. G. "O centenário da Diretoria de Aeronáutica da Marinha". Revista Marítima Brasileira
    100. Rodrigues, A Amazônia Azul sob a perspectiva da economia política do mar, Revista da EGN v. 27, n. 3
    101. SANTOS FILHO, P. G. "Mais uma marca da Escola Naval". Revista de Villegagnon, 2021/2022
    102. SECIRM, Estação Antártica Comandante Ferraz
    103. SECIRM, Institucional
    104. SECIRM, LEPLAC
    105. SECIRM, reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz
    106. SECIRM/PROANTAR, "In memoriam" (captura de 09/10/2025 no Internet Archive)
    107. Senado Federal, notas taquigráficas da 201ª Sessão Especial, 22/10/2019
    108. Vaisburd, "Yes, o Brasil tem Cobra", COPPE/UFRJ, 1999
    109. Vogt, Revista Marítima Brasileira, 1º trim. 2015
    110. Wikidata Q683143, Estação Antártica Comandante Ferraz, coordenada (P625)
    Imagens 29
    • Álvaro Alberto Agência Nacional, Arquivo Nacional, Fundo Agência Nacional (BR_RJANRIO_EH_0_FOT_PPU_08657_0001), 1951. Domínio público. original. Recorte (de 0,0% a 100,0% da largura e de 0,0% a 92,6% da altura do original); redimensionamento para 320, 500 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Barão de Teffé Marc Ferrez (1843-1923), Biblioteca Nacional (BN Digital), 1883. Domínio público. original. Recorte (de 0,0% a 100,0% da largura e de 0,8% a 93,2% da altura do original); redimensionamento para 320, 570 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Radler de Aquino Autor não identificado, Dias, Arthur. O Brazil Actual. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1904 (Internet Archive), 1904. Domínio público. original. Recorte (de 6,0% a 94,0% da largura e de 0,0% a 86,6% da altura do original); redimensionamento para 320, 529 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Planta hidrográfica da Laguna, 1864 Antonio Luiz von Hoonholtz (1837-1931), Bibliothèque nationale de France, 1864. Domínio público. original. Recorte (de 4,0% a 96,0% da largura e de 18,6% a 65,4% da altura do original); redimensionamento para 960, 1600, 2400 px de largura; inversão tonal (negativo), para que o papel fique escuro e o traço claro; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e duotone azul e ouro (#050D2A, #0A1748 e #FAB932); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Navios diante de Villegagnon Leandro Joaquim (c. 1738-1798), Museu Histórico Nacional, fim do século XVIII. Domínio público. original. Recorte (de 13,0% a 87,0% da largura e de 22,5% a 89,5% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Atlas da Academia dos Guardas-Marinha Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2019 (obra de 1784). CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,0% a 89,7% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • O Rio visto do ancoradouro, 1821 John Heaviside Clark (1771-1863), sobre desenho de Henry Chamberlain (1796-1843), Biblioteca Nacional, via Brasiliana Iconográfica, 1821. Domínio público. original. Recorte (de 3,0% a 97,0% da largura e de 27,0% a 75,0% da altura do original); redimensionamento para 960, 1600, 2400 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Arsenal de Marinha, 1856 Pieter Godfred Bertichen (litografia de Rensburg), Coleção Brasiliana Itaú, via Brasiliana Iconográfica, 1856. Domínio público. original. Recorte (de 19,0% a 81,0% da largura e de 27,4% a 84,5% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Carta do Atol das Rocas, 1858 (fac-símile) Manoel Antônio Vital de Oliveira (1829-1867), Biblioteca Nacional Digital do Chile, 1858. Domínio público. original. Redimensionamento para 1200, 2400 px de largura; cores do original preservadas; compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Lançamento do Sete de Setembro, 1874 Autor não identificado, Brasiliana Iconográfica, 1874. Domínio público. original. Recorte (de 5,0% a 95,0% da largura e de 5,8% a 84,2% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Planta hidrográfica da Laguna, 1864 (fac-símile) Antonio Luiz von Hoonholtz (1837-1931), Bibliothèque nationale de France, 1864. Domínio público. original. Redimensionamento para 1200, 2400 px de largura; cores do original preservadas; compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Ilha Fiscal vista da Ilha das Cobras Autor não identificado, Instituto Moreira Salles, c. 1880-1890. Domínio público. original. Recorte (de 3,5% a 96,5% da largura e de 11,7% a 88,3% da altura do original); redimensionamento para 960, 1600, 2400 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Lançamento do Minas Geraes, 1908 Bain News Service, Library of Congress, Bain Collection, via National Museum of the U.S. Navy, 1908. Domínio público. original. Recorte (de 2,0% a 98,0% da largura e de 7,8% a 92,2% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Submarino F1, classe Foca Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), c. 1914-1933. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,5% a 99,5% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Hidroavião do raide a Campos, 1917 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 1917. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,0% a 100,0% da largura e de 1,9% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Esquadrão HU-1, anos 1960 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), década de 1960. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,0% a 100,0% da largura e de 11,5% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Instituto de Pesquisas da Marinha Autor não identificado, Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz), coleção Dyrce Lacombe, sem data. CC BY-SA 4.0. original. Recorte (de 3,5% a 96,5% da largura e de 5,4% a 94,6% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 4.0)..
    • NAeL Minas Gerais, 1968 U.S. Navy (cruise book do USS America), 1968. Domínio público (obra do governo dos EUA). original. Recorte (de 0,0% a 100,0% da largura e de 0,6% a 99,4% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Lançamento da fragata União Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), década de 1970. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,0% a 100,0% da largura e de 0,0% a 87,7% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Estação Comandante Ferraz, 2011 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2011-11-01. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,0% a 90,8% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 960, 1600, 2400 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Nova Estação Comandante Ferraz, 2020 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2020-01-12. CC BY-SA 2.0. original. Redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Corveta Inhaúma Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2005-06-21. CC BY-SA 2.0. original. Redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Submarino Tamoio Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2006-08-14. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,1% a 99,9% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Ary Rongel na Antártica, 2004 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2004-01-04. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 0,1% a 99,9% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Centro Experimental Aramar IAEA Imagebank (Flickr), 2021-07-17. CC BY 2.0. original. Redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados..
    • Lançamento do submarino Tikuna Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), década de 2000. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 1,1% a 98,9% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Almirante Karam e Tonelero, 2025 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2025-11-26. CC BY-SA 4.0. original. Redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 4.0)..
    • Lançamento do MANSUP, 2022 Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2022. CC BY-SA 2.0. original. Recorte (de 7,3% a 100,0% da largura e de 0,0% a 100,0% da altura do original); redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..
    • Submarino Riachuelo Marinha do Brasil (Flickr oficial mboficial), 2022-09-06. CC BY-SA 2.0. original. Redimensionamento para 480, 800, 1200 px de largura; conversão para escala de cinza com níveis de 4% a 96% e monotone azul (#050D2A a #EEF1F5); compressão AVIF, WebP e JPEG sem metadados. A versão modificada está sob a mesma licença (CC BY-SA 2.0)..